Tiririca está novamente pronto para transformar o humor em uma das principais armas de sua campanha eleitoral. Deputado federal desde 2010 e eleito por São Paulo em quatro eleições consecutivas, o artista agora mudou seu domicílio eleitoral para o Ceará, seu estado natal, e disputa em 2026 aquele que pode ser seu quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Para chamar a atenção dos eleitores, ele apostou em uma figura que dispensa apresentações: Michael Jackson.
Nas eleições de 2026, os brasileiros irão às urnas para escolher representantes para cinco cargos. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, serão eleitos deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e o presidente da República. Caso seja necessário, o segundo turno acontecerá no dia 25 de outubro.
Segundo informações da Revista Veja, Tiririca decidiu atualizar uma fórmula que já funcionou muito bem no passado: unir popularidade, humor e personagens conhecidos do grande público.
Em 2010, o humorista utilizou seu maior sucesso musical na campanha eleitoral. Com o refrão de "Florentina", ele conquistou uma das maiores votações já registradas para deputado federal no Brasil e se tornou um dos grandes símbolos daquela eleição.
Agora, na disputa por seu quinto mandato consecutivo, o candidato mantém um dos bordões que marcaram sua trajetória política: “Vote Tiririca, pior que tá não fica”. Mas, desta vez, resolveu dar uma nova cara à campanha.
Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Tiririca aparece caracterizado como Michael Jackson. A produção utiliza inteligência artificial para reproduzir o visual e alguns dos passos mais famosos do eterno Rei do Pop, transformando o personagem em mais um elemento da tentativa de conquistar votos em 2026.
A eleição de 2026 também representa uma importante mudança na trajetória política de Francisco Everardo Silva, nome de batismo de Tiririca.
O humorista começou sua carreira política em São Paulo, estado pelo qual foi eleito deputado federal em quatro eleições consecutivas. Para a nova disputa, porém, transferiu seu domicílio eleitoral para o Ceará, seu estado natal.
A estratégia, segundo a Revista Veja, coloca novamente um personagem popular no centro da campanha. Só que, desta vez, em vez de repetir apenas a fórmula musical que ajudou a levá-lo ao Congresso em 2010, Tiririca aposta na imagem de Michael Jackson e nos recursos da inteligência artificial.
Os números das últimas eleições mostram uma trajetória bastante diferente daquela votação histórica que colocou Tiririca no centro das atenções da política brasileira.
Segundo informações de O Globo, em 2010 o então candidato foi eleito pela primeira vez com 1,3 milhão de votos, tornando-se o parlamentar mais votado do país naquele ano. O resultado foi quase o dobro da votação do segundo colocado, o então ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, citado pelo jornal.
Naquela época, além de "Florentina", Tiririca utilizava frases que rapidamente ganharam repercussão entre os eleitores. Entre elas estavam "Vote no Tiririca, pior do que tá não fica!" e “O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei, mas depois, eu te conto”.
O tom de brincadeira acabou se transformando em uma campanha eleitoral extremamente bem-sucedida e garantiu o primeiro mandato daquele que, agora, pode chegar ao quinto.
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Em 2022, como informou O Globo, Tiririca, então deputado federal pelo PL de São Paulo, conseguiu se reeleger para o quarto mandato na Câmara dos Deputados, mas com uma diferença significativa em relação às eleições anteriores.
O parlamentar, que havia sido o quinto candidato mais votado de São Paulo em 2018, quando recebeu 453.855 votos, terminou a disputa de 2022 com 71.754 votos, uma redução de 382.101 votos. Mesmo com a queda expressiva, ele conseguiu manter sua cadeira e seguir representando o estado em Brasília.
Antes da eleição de 2022, Tiririca chegou a cogitar não disputar novamente o cargo. Um dos motivos mencionados por O Globo foi a entrada da família Bolsonaro no Partido Liberal, situação que fez com que o número 2222, utilizado pelo deputado nas urnas desde 2010, passasse a ser associado ao filho do então presidente.
Em agosto daquele ano, no entanto, ele decidiu continuar na disputa e conquistou a reeleição. Agora, quatro anos depois, a situação é novamente diferente.